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ANAC Analisa A Proibição Do Transporte De Baterias De Lítio

Transporte de baterias de íon lítio em Audiência Publica até 09/12/15…

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) põe em audiência pública proposta de resolução que proíbe o transporte de baterias de íon lítio como carga em aeronaves de passageiros. Pela minuta, a restrição será válida para todos os voos com destino, origem ou sobrevoo no Brasil.

Com base em estudos recentes discutidos junto ao painel de artigos perigosos (DGP – Dangerous Goods Panel) da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), foi constatado que uma bateria de íon lítio danificada, em curto circuito, aquecida ou defeituosa, pode iniciar espontaneamente uma reação interna (thermal runaway), gerando propagação de calor capaz de afetar as baterias ao seu redor. Essa reação química produz gases inflamáveis.

Os principais fabricantes de aeronaves sugeriram aos proprietários que não transportassem baterias de íon lítio como carga em aeronaves de passageiros, pois os sistemas de supressão de fogo possuem limitações técnicas.

Cabe ressaltar que a proposta de proibição restringe-se às baterias de íon lítio (UN 3480) transportadas isoladamente, sem afetar o transporte de equipamentos eletrônicos que utilizam esse dispositivo, tais como celulares, computadores portáteis, câmeras fotográficas, dispositivos médicos, relógios etc.

A Audiência Pública nº 19/2015 terá duração de 20 dias.  As contribuições deverão ser encaminhadas ao endereço eletrônico gtno.spo@anac.gov.br por meio de formulário próprio disponível aqui, até dia 09 de dezembro 2015.

Casos:

Malaysia Airlines  MH370

Funcionários da Malaysia Airlines confirmaram que uma remessa de baterias de lítio estava a bordo de um compartimento de carga do voo MH370. Segundo o presidente da empresa, Ahmad Jauhari Yahya, os itens não são considerados perigosos e foram embalados corretamente. Ainda sim, diversos incidentes com esse tipo de bateria já foram relatados dentro de aviões. Os voos internacionais com maior probabilidade de estar carregando as baterias de lítio são aqueles originários dos países que as fabricam, que incluem Malásia, Taiwan e Japão.

Avião da Malásia voou por sete horas sem comunicação antes de desaparecer. Caso as baterias pegassem fogo e acontecesse um incêndio no avião, o primeiro passo dos pilotos seria desligar todos os equipamentos para descobrir o foco do incêndio e depois começar a reiniciá-los. No caso de um incêndio, a fumaça poderia ter deixado pilotos e tripulação inconscientes e, com o piloto automático ligado, seria possível que o avião voasse desgovernado por cerca de sete horas, o período que levaria para esvaziar seu tanque de combustível.

Em setembro deste ano, a França confirmou que os destroços encontrados em julho na praia de Saint André de La Reunion, procedem “com certeza” do voo MH370 da Malaysia Airlines desaparecido em março de 2014 quando viajava de Kuala Lumpur a Pequim, anunciou a justiça francesa nesta quinta-feira (3). O Boeing 777 com 239 pessoas desapareceu em março de 2014, quando voava de Kuala Lampur, na Malásia, para Pequim, na China.

Outros incidentes:

  • Um passageiro da Southwest Airlines ficou com as mãos queimadas quando uma dessas baterias de lítio de um celular derreteu um saco plástico onde estava guardada e colocou fogo na passagem do passageiro;
  • Um pacote de 18 baterias de lítio derreteu e colocou fogo em sua embalagem externa em um voo em Louisville, Kentucky;
  • Um piloto do FedEx em um voo de Memphis viu sua mochila pegar fogo quando uma bateria de lítio de uma lanterna explodiu.
  • No dia 16 de janeiro de 2013, o acumulador de íons de lítio principal de um Boeing 787 da All Nipon Airways (ANA) se aqueceu, provocando um forte cheiro de queimado. A avaria desencadeou três alarmes na cabine do avião, razão pela qual os pilotos realizaram um pouso de emergência em Takamatsu, sul do Japão. A bateria foi destruída em um processo chamado de aceleração térmica, no qual o calor se torna incontrolável, declarou um funcionário da agência de segurança de transporte aéreo (JTSB).
  • Um incidente similar ocorreu uma semana antes em um avião da Japan Airlines em Boston, nos Estados Unidos. Após o incidente com o avião da ANA, as autoridades aéreas de Japão, Estados Unidos e de outros países proibiram os Boeing 787 de voar até que sejam esclarecidas as causas do problema e se garanta o funcionamento seguro das baterias.
  • Na época a Boeing pediu aval da Federal Aviation Authority, regulador norte-americano de aviação, para testes de voo com o modelo 787 Dreamliner, sugerindo que a empresa está progredindo na busca de uma solução dos problemas com baterias que levaram ao cancelamento dos voos.

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Publicado em 4 de dezembro de 2015 por e marcado , , , .
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